De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a [...]
Arquivo da categoria ‘Litterae’
William Shakeaspeare
Publicado em Litterae em Outubro 15, 2009 | Deixar um comentário »
Ballad of Reading Gaol – Trecho
Publicado em Litterae, Pensamentos em Setembro 16, 2009 | Deixar um comentário »
Todo homem mata o que ama
O covarde o faz com um beijo
O valente com a espada.
Devias ter dito-me antes.
Publicado em Litterae, Pensamentos em Setembro 16, 2009 | Deixar um comentário »
Muitas pessoas estragam a vida com um doentio e exagerado altruísmo.
Oscar Wilde
Porque dói.
Publicado em Litterae em Maio 2, 2009 | Deixar um comentário »
É melhor eu não falar em felicidade ou infelicidade – provoca aquela saudade demasiada e lilás, aquele perfume de violeta, as águas geladas da maré mansa em espumas pela areia. Eu não quero provocar, porque dói.
Clarice Lispector em “A Hora da Estrela”
Não tenho tempo para nada
Publicado em Litterae em Maio 1, 2009 | Deixar um comentário »
Não tenho tempo para nada, não tenho gosto para nada, sinto um gosto desgraçado de tudo. A vida me esmaga, sou escravo de horários, não sou dono de mim, não sei mais de onde nem para onde vou.
Fernando Sabino em “O Encontro Marcado”
Não se mate
Publicado em Litterae em Fevereiro 5, 2009 | Deixar um comentário »
Carlos, sossegue, o amor
é isso que você está vendo:
hoje beija, amanhã não beija,
depois de amanhã é domingo
e segunda-feira ninguém sabe
o que será.
Inútil você resistir
ou mesmo suicidar-se.
Não se mate, oh não se mate,
reserve-se todo para
as bodas que ninguém sabe
quando virão,
se é que virão
O amor, Carlos, você telúrico,
a noite passou em você,
e os recalques se sublimando,
lá dentro [...]
Poema patético
Publicado em Litterae em Fevereiro 3, 2009 | Deixar um comentário »
Que barulho é esse na escada?
É o amor que está acabando,
é o homem que fechou a porta
e se enforcou na cortina.
Que barulho é esse na escada?
É Guiomar que tapou os olhos
e se assoou com estrondo.
É a lua imóvel sobre os pratos
e os metais que brilham na copa.
Que barulho é esse na escada?
É a torneira pingando [...]
Quadrilha
Publicado em Litterae em Fevereiro 3, 2009 | Deixar um comentário »
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou pra tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
Carlos Drummond de Andrade
Soneto da separação
Publicado em Litterae em Janeiro 30, 2009 | Deixar um comentário »
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste [...]